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	<title>O Oráculo de Delfos - Uma análise do Ser, Valores e Sociedade</title>
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	<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 09:41:55 +0000</pubDate>
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		<title>Seja Meus Olhos Sob a Luz do Luar</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 08:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

		<category><![CDATA[sentimentos]]></category>

		<category><![CDATA[visão]]></category>

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		<description><![CDATA[Sinto uma névoa no ar
densa como a corrente dos pensamentos
Entorpecida pelas emoções
Com coisas que não consigo divisar
A alegria é tanta
que não mal consigo me concentrar
Pois nesta noite, quando a vela apagar&#8230;
Se em meus sentimentos minha visão embaçar
e no teu calor eu me aconchegar,
Então seja meus olhos sob a luz do luar&#8230;
Confuso,
perdido em fatos que não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Sinto uma névoa no ar<br />
densa como a corrente dos pensamentos<br />
Entorpecida pelas emoções<br />
Com coisas que não consigo divisar<br />
A alegria é tanta<br />
que não mal consigo me concentrar</p>
<p>Pois nesta noite, quando a vela apagar&#8230;<br />
Se em meus sentimentos minha visão embaçar<br />
e no teu calor eu me aconchegar,<br />
Então seja meus olhos sob a luz do luar&#8230;</p>
<p>Confuso,<br />
perdido em fatos que não consigo decifrar<br />
Meus sentimentos se misturam<br />
e eu não consigo me expressar&#8230;</p>
<p>Atormentado pelos meus fantasmas, quando a vela apagar,<br />
espero a razão à minha mente regressar&#8230;<br />
Nesta noite, compreenda minha situação<br />
e com sua sabedoria faça meu discernimento voltar<br />
Ainda que minha visão esteja obscurecida<br />
Seja meus olhos sob a luz do luar&#8230;</p>
<p>De um inconsciente momento,<br />
se imagens vierem à tona na minha mente<br />
Com lembranças que machucam&#8230;<br />
E surgir uma mágoa que não quer ceder o lugar&#8230;</p>
<p>Nesta noite, estarei sozinho&#8230;<br />
Mas quando a vela apagar,<br />
de qualquer forma espero ao meu lado você estar<br />
Se minhas pálpebras humidecerem<br />
e nada mais conseguir enxergar&#8230;<br />
Então seja meus olhos sob a luz do luar&#8230;</p>
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		<item>
		<title>Circunstâncias&#8230;</title>
		<link>http://oraculodedelfos.wordpress.com/2008/06/19/circunstancias/</link>
		<comments>http://oraculodedelfos.wordpress.com/2008/06/19/circunstancias/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 20:07:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

		<category><![CDATA[circusntâncias]]></category>

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		<description><![CDATA[O que circunstâncias senão
um conjunto de variáveis que possuem
ou não relações entre elas
confinado em um espaço de tempo?
Circunstâncias não são boas,
nem más ou, se preferir, são boas e más
mas dão o tom da situação
da qual vivemos, ou não?
Talvez&#8230;
Circunstâncias podem ser aparentes,
não refletem com exatidão nossos momentos
Ou reais&#8230;
um fiel retrato do que estamos vivenciando
Circunstâncias podem ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O que circunstâncias senão<br />
um conjunto de variáveis que possuem<br />
ou não relações entre elas<br />
confinado em um espaço de tempo?</p>
<p>Circunstâncias não são boas,<br />
nem más ou, se preferir, são boas e más<br />
mas dão o tom da situação<br />
da qual vivemos, ou não?</p>
<p>Talvez&#8230;</p>
<p>Circunstâncias podem ser aparentes,<br />
não refletem com exatidão nossos momentos<br />
Ou reais&#8230;<br />
um fiel retrato do que estamos vivenciando</p>
<p>Circunstâncias podem ser permanentes&#8230;<br />
ilustradas sob fatos que nunca vão embora<br />
Temporárias&#8230;<br />
ficamos presos à elas tão logo fiquemos livres de uma situação<br />
Inclusive, podem ser cíclicas&#8230;<br />
velhas circunstâncias incorporadas à novas situações</p>
<p>Circunstâncias são as vias que<br />
nos levam a um desfecho<br />
Um fim decidido por nós mesmos<br />
Mas se você não está satisfeito com o final, o que fazer?<br />
Já sei! Culpe as circunstâncias!</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma Jornada para Elysium - Parte 3: O Rio do Esquecimento</title>
		<link>http://oraculodedelfos.wordpress.com/2008/06/17/uma-jornada-para-elysium-parte-3-o-rio-do-esquecimento/</link>
		<comments>http://oraculodedelfos.wordpress.com/2008/06/17/uma-jornada-para-elysium-parte-3-o-rio-do-esquecimento/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 06:14:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ficção]]></category>

		<category><![CDATA[elysium]]></category>

		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Como num flash, quase nem um segundo passara desde minha estada naquela sala de espera, mas agora eu estava em um lugar completamente diferente. Era um campo aberto. Uma planície. O chão era semi-árido, havia uma espécie de vegetação rasteira que tentava cobrir a terra seca cor argila. A sensação de caminhar era surpreendemente agradável. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Como num flash, quase nem um segundo passara desde minha estada naquela sala de espera, mas agora eu estava em um lugar completamente diferente. Era um campo aberto. Uma planície. O chão era semi-árido, havia uma espécie de vegetação rasteira que tentava cobrir a terra seca cor argila. A sensação de caminhar era surpreendemente agradável. Caminhei alguns passos e pude vislumbrar aquilo que mais me chamou a atenção desde que adentrei naquele lugar: um rio. O que me espantava de certa forma, eram suas cores. A cor da água, ou pelo menos aquilo que supostamente era água, era constituída de matizes que intercalavam do dourado até o púrpura, como a superfície reflexiva de uma jóia de cristal fruta-cor. Não contive minha curiosidade e dei mais alguns passos em direção ao rio. Quando estava a uns 50 metros, surgiram as primeiras lágrimas em meus olhos. A princípio poucas gotas formavam-se no canto dos olhos, mas depois de alguns minutos, era visível meu rosto tomado por muitas lágrimas, assomado a uma tristeza profunda. Olhei para o chão, destino do meu pranto, e notei que ali a vegetação era muito mais densa do que das áreas longe da borda do rio. Pensei rapidamente o porquê disto tudo, quando a costumeira Voz invadiu meu raciocínio e adiantou a resposta:</p>
<p>- A vegetação é alimentada pelas lágrimas de quem passa por aqui.<br />
- Por que estou chorando? - perguntei, confuso.<br />
- Este é o efeito de quem se aproxima do Rio do Esquecimento - explicou a voz. Todos que tem respeito pelas suas próprias memórias sentem o pesar por deixá-las no rio. Este é o destino de quem entra no Rio do Esquecimento.<br />
- Mas eu não quero entrar aí! - respondi.<br />
- É preciso. Tranquilize-se. Como estamos tentando algo inédito para que você se liberte do Ciclo da Incerteza, não o deixaremos exposto demasiado tempo para que o rio tenha total controle sobre você. É preciso que tu entendas o motivo e, principalmente, aceite entrar nele. Pois o rio só cumpre sua tarefa quando o indivíduo se submete por vontade própria - sentenciou a Voz.<br />
- Então explique-me.<br />
- Pois bem, queremos que tu retorne ao seu plano, com a consciência de quem tu és, mas acima de tudo, de qual será sua misssão. Queremos preservar tua sabedoria, contudo, é necessário que tu esqueças fatos, nomes, qualquer coisa que forme um vínculo com a sua Existência passada. Ouça com atenção o que eu quero que tu faças&#8230;<br />
- Estou prestando atenção, pode falar - disse.<br />
- Quero que tu entre no Rio do Esquecimento e vá mais ou menos até a metade. Quando chegar neste ponto, pare por um instante e com as mãos em forma de concha, encha-as com a água e beba-a. Em seguida volte para cá. Compreendeu?<br />
- Sim &#8230; - respondi.<br />
- Quando tu te sentires preparado, podes ir - afirmou a Voz. Ficarei te esperando o tempo que for necessário.</p>
<p>Demorou um pouco eu tomar alguma atitude a respeito. A simples idéia de esquecer o que até então era a minha vida, era aterradora demais pra mim. Não que minha ela tenha sido fantástica, muito pelo contrário. Mas as lembranças são um bem que a gente não espera perder, sejam elas quais forem, pois foram elas que me identificaram como pessoa. Minha tristeza foi aumentando e, ao mesmo passo, minhas lágrimas. Até que uma hora, decidido a abraçar algo novo, meu novo Eu, e deixar tudo para trás, dei meus primeiros passos em direção à margem do rio. Os efeitos do rio sobre mim aumentaram e agora chorava sem parar, quando meus pés tocaram a água. Sabendo que era um caminho sem volta, continuei. Senti algo me drenando. Determinado, prossegui. Olhei através da água e vi vários fios luminosos saindo de mim. O Rio do Esquecimento as estava tirando de mim. Eram minhas lembranças&#8230;</p>
<p>Meus poucos amigos&#8230;<br />
Alguns familiares que se importavam comigo&#8230;<br />
Minha casa&#8230;<br />
Meu primeiro apartamento&#8230;<br />
Minha formatura da faculdade&#8230;<br />
Minha primeira namorada&#8230;<br />
Minha primeira transa&#8230;</p>
<p>Cheguei no centro do rio. Conforme a Voz sugeriu, parei por alguns instantes. Em seguida, fechei as minhas mãos e coletei um pouco da água do rio. Bebi. Senti uma grande sensação de vazio enraizando de dentro de mim. Dei meia volta e pus-me a voltar para a margem. E minhas memórias continuavam se despedindo de mim&#8230;</p>
<p>Meu primeiro beijo&#8230;<br />
Meu tempo de escola&#8230;<br />
As brincadeiras quando criança&#8230;<br />
A foto da turma do jardim&#8230;<br />
Minha infância&#8230;<br />
Meus pais&#8230;</p>
<p>Finalmente, sai do rio. Agora não me sentia mais triste. Talvez porque não houvessem mais motivos, sem ter mais lembranças do que lamentar. Não sabia se a Voz ainda estava esperando por mim. De qualquer forma, disse:</p>
<p>- Pelo menos não esqueci do meu nome. Meu nome é&#8230;</p>
<p>Eu não lembrava do meu nome.</p>
<p>CONTINUA&#8230;</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/oraculodedelfos.wordpress.com/28/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/oraculodedelfos.wordpress.com/28/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oraculodedelfos.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oraculodedelfos.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oraculodedelfos.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oraculodedelfos.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oraculodedelfos.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oraculodedelfos.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oraculodedelfos.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oraculodedelfos.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oraculodedelfos.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oraculodedelfos.wordpress.com/28/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oraculodedelfos.wordpress.com&blog=3161998&post=28&subd=oraculodedelfos&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Análise: Conhecimento = Aniquilação?</title>
		<link>http://oraculodedelfos.wordpress.com/2008/06/14/analise-conhecimento-aniquilacao/</link>
		<comments>http://oraculodedelfos.wordpress.com/2008/06/14/analise-conhecimento-aniquilacao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 14 Jun 2008 02:25:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[aniquilação]]></category>

		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagine você num refeitório almoçando tranquilamente e, entre uma garfada e outra, um homem impulsivamente exclama: &#8220;Onde estão eles!?&#8221;. Se você fosse um cientista nos Estados Unidos nos anos 50 você saberia que esta pessoa curiosa tratava-se de Enrico Fermi. Ele questionava como sustentar a hipótese de existirem extraterrestres com tão poucas provas realmente utilizáveis. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Imagine você num refeitório almoçando tranquilamente e, entre uma garfada e outra, um homem impulsivamente exclama: &#8220;Onde estão eles!?&#8221;. Se você fosse um cientista nos Estados Unidos nos anos 50 você saberia que esta pessoa curiosa tratava-se de Enrico Fermi. Ele questionava como sustentar a hipótese de existirem extraterrestres com tão poucas provas realmente utilizáveis. Se os ET&#8217;s realmente existem porque ainda não entraram em contato conosco? Como era possível que em todo o universo não existisse uma raça mais avançada que a nossa que não pudesse viabilizar um contato? Nós, ainda não tão desenvolvidos, já mandávamos sondas com símbolos de nossa existência, sem contar nossas transmissões que varrem espaço a fora há um bom tempo, por que nunca recebemos um retorno? Estava criado o Paradoxo de Fermi. E mais: ele praticamente profetizou que toda a espécie em estágio avançado de desenvolvimento tecnológico, o suficiente para criar armas de destruição em massa, já teriam morrido em virtude de sua própria tecnologia. Essa era explicação que ele encontrou para explicar o porquê de não haverem sinais de vida extraterrestre inteligente o bastante para fazerem contato conosco. E é com essa idéia em mente que se baseia minha análise. Estou inclinado a concordar com Fermi&#8230;</p>
<p>Pensem comigo. Vamos implantar sua teoria acerca de nossa própria espécie. Qual o perigo que nossa raça representava ao nosso planeta quando armados apenas de paus e pedras no início da civilização? Praticamente nenhum. Éramos apenas mais uma espécie tentando sobreviver, lutando por comida e espaço. Conforme fomos evoluindo, tecnologicamente, nós nos tornamos uma ameaça cada vez mais crescente à nossa mãe-natureza. Alterações climáticas? Efeito estufa? Animais em extinção? Quando no passado, nossos antepassados imaginariam que teríamos um poder de transformação a ponto de mudar tanto o curso de nosso planeta, através de nosssas próprias invenções? Inicialmente todo conceito que envolve uma nova tecnologia tem um objetivo nobre e benigno. Mas mais tarde, encontram-se outras aplicações menos louváveis. A história da utilização da tecnologia nuclear está aí para mostrar que eu não estou mentindo. Na sua concepção, a descoberta da fissão e da fusão nuclear tinham o propósito de fornecer meios energéticos de alta eficiência. Mas o fato é que essa tecnologia é lembrada mais por outros motivos. Alguém teve a infeliz idéia de usá-la como uma bomba. Destrutiva e devastadora, a humanidade chora por todos os que foram dizimados por esta forma vil de disseminar morte, e ainda mais para aqueles que sobreviveram e sentiram os efeitos decorrentes da exposição nuclear. O que nos faz crer que estamos salvos de nossa própria destruição? É só meia dúzia de cabeças-quentes influentes discordarem entre si, cada um aperta seu botão e voilá, adeus ao mundo que nós conhecemos.</p>
<p>O fato é que o conhecimento tornou possível evoluirmos como raça enquanto tecnologia, mas ainda não sobre os méritos de como utilizá-la. Somos ricos de conhecimento, porém pobres de espírito. Somos vítimas de nossos próprios prodígios. Se a teoria de Fermi se cumprir conosco, talvez em uma galáxia distante, um &#8220;Fermi&#8221; de antenas verdes se pergunte a mesma coisa. Neste caso, torço para que sua espécie fuja à regra e não encontre o mesmo destino&#8230;</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/oraculodedelfos.wordpress.com/26/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/oraculodedelfos.wordpress.com/26/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oraculodedelfos.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oraculodedelfos.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oraculodedelfos.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oraculodedelfos.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oraculodedelfos.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oraculodedelfos.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oraculodedelfos.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oraculodedelfos.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oraculodedelfos.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oraculodedelfos.wordpress.com/26/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oraculodedelfos.wordpress.com&blog=3161998&post=26&subd=oraculodedelfos&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O Silêncio das tuas palavras</title>
		<link>http://oraculodedelfos.wordpress.com/2008/06/11/o-silencio-das-tuas-palavras/</link>
		<comments>http://oraculodedelfos.wordpress.com/2008/06/11/o-silencio-das-tuas-palavras/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 05:20:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

		<category><![CDATA[palavras]]></category>

		<category><![CDATA[sentimentos]]></category>

		<category><![CDATA[silêncio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://oraculodedelfos.wordpress.com/?p=23</guid>
		<description><![CDATA[I. Felicidade
O sorriso denuncia
Algo a inquieta
Exultante em seus atos,
no vigor de seus passos
Vejo no brilho dos seus olhos,
o furor das tuas emoções
E mesmo que seus lábios não me confidenciem nada&#8230;
eu percebo o que há nas entrelinhas
O que eu sei não está no que você diz,
mas no silêncio das tuas palavras&#8230;
II. Incerteza
Em cada ação inacabada,
a livre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>I. Felicidade</p>
<p>O sorriso denuncia<br />
Algo a inquieta<br />
Exultante em seus atos,<br />
no vigor de seus passos<br />
Vejo no brilho dos seus olhos,<br />
o furor das tuas emoções<br />
E mesmo que seus lábios não me confidenciem nada&#8230;</p>
<p>eu percebo o que há nas entrelinhas<br />
O que eu sei não está no que você diz,<br />
mas no silêncio das tuas palavras&#8230;</p>
<p>II. Incerteza</p>
<p>Em cada ação inacabada,<br />
a livre escolha não serve mais&#8230;<br />
Refém de seus próprios pensamentos,<br />
as idéias trocam farpas<br />
Esquadrinhando o desconhecido<br />
em busca de uma resposta<br />
As dúvidas irradiam apenas mais dúvidas<br />
Mas indubitavelmente&#8230;</p>
<p>eu percebo o que há nas entrelinhas<br />
O que eu sei não está no que você diz,<br />
mas no silêncio das tuas palavras&#8230;</p>
<p>III. Tristeza</p>
<p>Invariavelmente,<br />
seus olhos inclinam-se ligeiramente em direção ao solo<br />
O semblante não desanuvia&#8230;<br />
De todos os teus problemas,<br />
tu escolhes o menor para mencionar<br />
Fatos vêm e vão,<br />
mas os sentimentos perduram por mais tempo<br />
Mantê-los para si parece um duro fardo<br />
De um modo introspectivo,<br />
seja ou não algo proferido&#8230;</p>
<p>eu percebo o que há nas entrelinhas<br />
O que eu sei não está no que você diz,<br />
mas no silêncio das tuas palavras&#8230;</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/oraculodedelfos.wordpress.com/23/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/oraculodedelfos.wordpress.com/23/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oraculodedelfos.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oraculodedelfos.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oraculodedelfos.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oraculodedelfos.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oraculodedelfos.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oraculodedelfos.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oraculodedelfos.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oraculodedelfos.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oraculodedelfos.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oraculodedelfos.wordpress.com/23/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oraculodedelfos.wordpress.com&blog=3161998&post=23&subd=oraculodedelfos&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma Jornada para Elysium - Parte 2: A Sala Etérea</title>
		<link>http://oraculodedelfos.wordpress.com/2008/06/05/uma-jornada-para-elysium-parte-2-a-sala-eterea/</link>
		<comments>http://oraculodedelfos.wordpress.com/2008/06/05/uma-jornada-para-elysium-parte-2-a-sala-eterea/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 08:11:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ficção]]></category>

		<category><![CDATA[elysium]]></category>

		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Senti minha visão voltando aos poucos&#8230;
A princípio não consegui divisar muita coisa, pois aonde eu estava era muito iluminado. Perdido em pensamentos, lembrei com angústia as minhas memórias. Então, minutos após meu despertar, reparei que estava em uma sala. E não estava mais preso. Deitado em uma poltrona, fiquei surpreso ao notar que eu tinha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Senti minha visão voltando aos poucos&#8230;<br />
A princípio não consegui divisar muita coisa, pois aonde eu estava era muito iluminado. Perdido em pensamentos, lembrei com angústia as minhas memórias. Então, minutos após meu despertar, reparei que estava em uma sala. E não estava mais preso. Deitado em uma poltrona, fiquei surpreso ao notar que eu tinha braços e pernas novamente. Mas estranhamente, não haviam cores, muito menos texturas do que deveria ser minha pele. Eu era translúcido. Conseguia enxergar através de mim o vermelho da poltrona. Mesmo assim, exultante por recuperar minha forma, andei pela sala. Ela era parcamente mobiliada, com apenas outra poltrona além daquela aonde eu estava. As paredes eram de uma tonalidade de verde que eu nunca havia visto, uma variação do oliva. Não haviam portas, tampouco janelas. Olhando para cima, uma claridade ofuscante que permeava do teto. Sem saída, resolvi voltar para a poltrona. Sentei e por um tempo contemplei a outra poltrona, imaginando que alguém em algum momento apareceria ali e falaria comigo. Mas ninguém veio. E lá então eu esperei&#8230;</p>
<p>Subitamente, tomando-me totalmente de sobressalto, a mesma voz de outrora me cumprimentou:</p>
<p>- Saudações.<br />
- Que susto! Por acaso não há outra forma de conversarmos na qual eu consiga ver quando você está chegando!? - perguntei mau-humorado, fruto da longa espera.<br />
- Infelizmente não há. Mas pelo menos você deve estar mais confortável com a sua forma de volta - lembrou-me a voz.<br />
- Realmente eu agradeço por esse gesto. Obrigado!<br />
- Não há necessidade de agradecimentos. Chegamos ao consenso que não haviam motivos para que sua auto-imagem residual não retornasse. Além disso, as próximas etapas necessitam que você se sinta confortável.<br />
- Minha auto-imagem-o-quê?<br />
- É a forma que você se recorda da sua última Existência. Todos do seu plano, ao longo da vida, projetam a forma física  para seu espírito, fazendo com que seu espírito assuma tal forma. Satisfeito?<br />
- Sim, - estranhamente constrangido por ter perguntado aquilo -  desculpe-me por estas perguntas.<br />
- Não há problema algum, quase todos os que passam por este plano fazem estas perguntas, de forma que eu acho natural fazê-las - tranquilizou-me a voz.<br />
- Não consigo parar de pensar em tudo o que você me disse anteriormente - desabafei.<br />
- Eu imagino - a voz respondeu. Mas tente não pensar muito, porque tu vais ter que te concentrar em suas próximas tarefas.<br />
- E quais seriam elas?<br />
- Melhor do que dizer, é mostrar. Você deve vir comigo agora.<br />
- Agora? Para onde?<br />
- Em breve você saberá - respondeu a voz.</p>
<p>Sem maiores esclarecimentos, a voz sumiu. Senti atraído para cima, e por fim, descobri que aquilo não era o teto&#8230;</p>
<p>CONTINUA&#8230;</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Sinta/Assimile -&#62; Sinta/Exteriorize</title>
		<link>http://oraculodedelfos.wordpress.com/2008/05/24/sintaassimile-sintaexteriorize/</link>
		<comments>http://oraculodedelfos.wordpress.com/2008/05/24/sintaassimile-sintaexteriorize/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 May 2008 03:28:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

		<category><![CDATA[exteriorizar]]></category>

		<category><![CDATA[sentir]]></category>

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		<description><![CDATA[Não opte por não sentir
Sentir é um dom&#8230;
É a mais clara manisfestação de que estamos vivos
É a verdadeira forma de canalização de nossas idéias,
Pois nenhum raciocínio deixa de ser temperado por algo que sentimos
Pensamos com&#8230;
A Raiva que consome
A Alegria que contagia
A Tristeza que desacorçoa
O Medo que paralisa
O Amor que ofusca
O Êxtase que alimenta
A Dor que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Não opte por não sentir<br />
Sentir é um dom&#8230;<br />
É a mais clara manisfestação de que estamos vivos<br />
É a verdadeira forma de canalização de nossas idéias,<br />
Pois nenhum raciocínio deixa de ser temperado por algo que sentimos<br />
Pensamos com&#8230;</p>
<p>A Raiva que consome<br />
A Alegria que contagia<br />
A Tristeza que desacorçoa<br />
O Medo que paralisa<br />
O Amor que ofusca<br />
O Êxtase que alimenta<br />
A Dor que angustia</p>
<p>Se não sentíssemos nada,<br />
não passaríamos de autômatos<br />
Robôs programados para obedecer comandos previsíveis<br />
Trancafiados apenas na lógica,<br />
seríamos apenas mais um na multidão<br />
Sem personalidade, sem brilho<br />
Neste caso, qual seria a diferença se eu fosse você e vice-versa?<br />
Privados de sentimentos, perderíamos a identitidade,<br />
pois o que nos liberta é&#8230;</p>
<p>A Raiva que consome<br />
A Alegria que contagia<br />
A Tristeza que desacorçoa<br />
O Medo que paralisa<br />
O Amor que ofusca<br />
O Êxtase que alimenta<br />
A Dor que angustia</p>
<p>Como uma antena, transmitimos e recebemos emoções<br />
Deixar de sentir é nos desligarmos de todos<br />
Ficar sozinho, sem interação<br />
Uma abreviação da vida, sem relações<br />
Qual seria a graça de existir sem compartilhar&#8230;</p>
<p>A Raiva que consome<br />
A Alegria que contagia<br />
A Tristeza que desacorçoa<br />
O Medo que paralisa<br />
O Amor que ofusca<br />
O Êxtase que alimenta<br />
A Dor que angustia</p>
<p>Mais do que sentir, divida&#8230;<br />
Não guarde para si próprio<br />
Externalize&#8230;<br />
Pois implícitas em seus sentimentos<br />
estão as lições aprendidas durante a vida<br />
E na posição ambígua de aluno/professor,<br />
todos nós aprenderíamos como lidar com&#8230;</p>
<p>A Raiva que consome<br />
A Alegria que contagia<br />
A Tristeza que desacorçoa<br />
O Medo que paralisa<br />
O Amor que ofusca<br />
O Êxtase que alimenta<br />
A Dor que angustia</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/oraculodedelfos.wordpress.com/20/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/oraculodedelfos.wordpress.com/20/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oraculodedelfos.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oraculodedelfos.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oraculodedelfos.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oraculodedelfos.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oraculodedelfos.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oraculodedelfos.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oraculodedelfos.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oraculodedelfos.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oraculodedelfos.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oraculodedelfos.wordpress.com/20/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oraculodedelfos.wordpress.com&blog=3161998&post=20&subd=oraculodedelfos&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">enigmabr</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma Jornada para Elysium - Parte 1: O Despertar</title>
		<link>http://oraculodedelfos.wordpress.com/2008/05/16/uma-jornada-para-elysium-parte-1-o-despertar/</link>
		<comments>http://oraculodedelfos.wordpress.com/2008/05/16/uma-jornada-para-elysium-parte-1-o-despertar/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 09:25:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ficção]]></category>

		<category><![CDATA[elysium]]></category>

		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava escuro. Acordei. E estava tudo escuro. Me sentia sufocado. Era uma sensação estranha. Conforme minha visão foi se habituando ao lugar, percebi que havia uma névoa densa ao meu redor, pois sentia como se o ar estivesse pesado. Tentei me mover, mas de repente me vi sem condições de caminhar. No intuito de vislumbrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Estava escuro. Acordei. E estava tudo escuro. Me sentia sufocado. Era uma sensação estranha. Conforme minha visão foi se habituando ao lugar, percebi que havia uma névoa densa ao meu redor, pois sentia como se o ar estivesse pesado. Tentei me mover, mas de repente me vi sem condições de caminhar. No intuito de vislumbrar aonde eu estava, tentei tatear com as mãos. Mas não havia mãos. Veio o pânico. Não havia mãos, assim como não havia corpo! Eu era a própria névoa! Onde eu estava!? Quem era eu!? O que era eu!?<br />
Era um sonho.<br />
Só podia ser.<br />
Tinha que ser!<br />
Aonde está todo mundo? Minha família? Minha vida! Completamente atordoado, um turbilhão de pensamentos invadia minha mente. Tentei me desvencilhar daquele lugar, mas foi em vão. Estava preso dentro de um cubo, onde o ébano era a única cor presente. Parecia não haver dimensões exatas, sua extensão era interminável.  Ao mesmo tempo sentia algo espreitando minha aflição. Havia mais alguém ali. Olhando. Analisando. Sentindo. Empreguei todas as minhas forças para sair daquele lugar. Mas aos poucos, fui notando uma sensação de dormência se apossando de mim. Então, profundamente, adormeci&#8230;</p>
<p>Regressei à minha consciência despertado por uma voz que vinha ao longe. Não era uma voz conhecida. Inicialmente parecia uma série desconexa de palavras presas num único chiado. Mas a voz foi ficando cada vez clara. Percebi que de forma intermitente chamava pelo meu nome. Acordei no mesmo lugar de antes. Então não era um sonho&#8230;<br />
De repente ela disse:<br />
- Agora que suas forças se exauriram, acho que podemos conversar.<br />
- Onde eu estou?<br />
- Em um lugar neutro, propício para uma situação dessas.<br />
- Que situação? - perguntei.<br />
- Seu caso é realmente particular, devo admitir - respondeu a voz. Fiquei lisonjeado em ser escolhido para ter essa conversa contigo. Sua Existência foi interrompida precocemente.<br />
- Eu morri? - perguntei.<br />
- Se prefere utilizar esse termo&#8230; mas não diria propriamente morto. Apenas você não vai entender, nem que eu quisesse realmente te explicar.<br />
- O que eu posso te dizer neste momento é que você não é digno de entrar em Elysium - continuou a voz. Mas também não é digno de entrar no Submundo Inferior. Os Juízes não souberam o que decidir sobre o seu destino. Então como havia uma indefinição, interpelei à eles para uma providência mais imparcial possível.<br />
- O que Elysium? - indaguei.<br />
- É o que sua crença acredita ser o Paraíso.<br />
- Quem é você?<br />
- Te direi quem sou eu, se um dia tua jornada te guiar para Elysium. O que tu precisas saber agora é que lhe foi concedido o benefício da dúvida. Assim como sua Existência foi usurpada, Ela será parcialmente restituída.<br />
- Como assim parcialmente?<br />
- Tu viverás a vida no plano que você conhece, mas não será mais você. Tu dividirás tua vida com outra Presença. Sua conduta será avaliada constantemente. Quando tu entenderes a Verdade e o Signficado sobre a Vida, tua missão terminará.<br />
- Mas como assim? Por que isto está acontecendo comigo!? - redargui com indignação.<br />
- Simplesmente porque seu comportamento em si é uma anomalia - a voz replicou. É o que chamamos de Ciclo da Incerteza. É um caso raro. Isto ocorre quando suas ações boas e más se anulam de tal modo que não há uma sentença para o seu caso. No final de cada Existência, para o Bem ou o Mal, o julgado compreende a razão e o significado da Vida. Quando ocorre o Ciclo da Incerteza, o julgado não consegue conceber a própria razão de sua Existência. Este processo pode se repetir indefinidamente por todas as tuas existências, a atual, as passadas e, possivelmente, futuras.<br />
- Passadas? Futuras?<br />
- Como eu disse, é uma situação atípica. Geralmente os Juízes chegam a um consenso sobre o destino de cada Existência. Todas as ações realizadas no seu plano apontam claramente para uma definição aonde tu deves ficar eternamente, mas no teu caso foi diferente. Não é a primeira vez que isto acontece contigo. Já aconteceu outras vezes, mas você não se lembra. É assim mesmo. Enquanto tu não romperes este ciclo, não poderá haver descanso. Nas poucas vezes que este fenômeno aconteceu com outros seres, estes voltaram à vida, em um novo aprendizado e assim se desprendiam deste ciclo. Mas contigo isto já aconteceu infindáveis vezes sem sucesso e não sabemos o porquê. Então desta vez, tu viverás tua vida em uma perpectiva diferente. Tu decidirás juntamente com outra Entidade o destino de vocês dois. Percebas que há uma grande responsabilidade que recairá sobre você, pois tu vais contribuir para o julgamento da outra entidade também. Bom, agora tu precisas descansar e recuperar as tuas forças. Quando chegar a hora lhe direi mais detalhes. Aqui me despeço&#8230;<br />
- Não! Por favor não vá embora! - relutei.</p>
<p>A voz foi ganhando distância e a mesma sensação de esgotamento surgiu. Cansado, tudo foi ficando novamente inerte e as últimas palavras que balbuciei foram &#8220;Por que eu&#8230;&#8221; e subitamente todos os pensamentos silenciaram&#8230;</p>
<p>CONTINUA&#8230;</p>
<p>Definição de Elysium no Wikipédia:</p>
<p>http://en.wikipedia.org/wiki/Elysium (Inglês)<br />
http://pt.wikipedia.org/wiki/Campos_El%C3%ADsios (Português)</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/oraculodedelfos.wordpress.com/19/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/oraculodedelfos.wordpress.com/19/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oraculodedelfos.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oraculodedelfos.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oraculodedelfos.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oraculodedelfos.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oraculodedelfos.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oraculodedelfos.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oraculodedelfos.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oraculodedelfos.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oraculodedelfos.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oraculodedelfos.wordpress.com/19/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oraculodedelfos.wordpress.com&blog=3161998&post=19&subd=oraculodedelfos&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Análise: Precisamos do Futuro para viver o Presente?</title>
		<link>http://oraculodedelfos.wordpress.com/2008/05/06/analise-precisamos-do-futuro-para-viver-o-presente/</link>
		<comments>http://oraculodedelfos.wordpress.com/2008/05/06/analise-precisamos-do-futuro-para-viver-o-presente/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 May 2008 10:59:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[futuro]]></category>

		<category><![CDATA[presente]]></category>

		<category><![CDATA[prever]]></category>

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		<description><![CDATA[Era 30 de Outubro de 1938. A rádio americana CBS dava a notícia de que marcianos haviam invadido a Terra. Todos os ouvintes foram à loucura. Desespero total. As pessoas esquadrinhavam os céus em busca da comprovação dos supostos OVNI&#8217;s. Todos temerários ao vosso inevitável fim. Certos da aniquilação da raça humana, regadas a excelente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Era 30 de Outubro de 1938. A rádio americana CBS dava a notícia de que marcianos haviam invadido a Terra. Todos os ouvintes foram à loucura. Desespero total. As pessoas esquadrinhavam os céus em busca da comprovação dos supostos OVNI&#8217;s. Todos temerários ao vosso inevitável fim. Certos da aniquilação da raça humana, regadas a excelente sonoplastia e dramatização do programa da rádio, desde sons metálicos até gritos de horror, o povo demorou a entender que na verdade se tratava de uma brincadeira da rádio. Era uma adaptação do livro &#8220;Guerra dos Mundos&#8221; de H. G. Wells. Mesmo após esclarecido o &#8220;trote&#8221;, as pessoas ainda relutavam a falsidade da notícia.</p>
<p>Este é um exemplo que responde à pergunta do título. Sim, a humanidade não consegue viver o hoje sem ter certeza de que haverá o amanhã. Você acorda, trabalha normalmente e no final da noite dorme tranquilo porque você sabe que no outro dia vai ser a mesma coisa. É automático. Não pensamos nisso. Deve ser algum tipo de condição humana que busca segurança naquilo que está pra acontecer para que possamos fazer o agora. Pode parecer estranho à medida que deveria ser o contrário, ou seja: adotar ações e resoluções agora para alimentar o futuro que está por vir&#8230; Entende? É uma questão de lógica. Primeiro o Passado, depois o Presente e por fim, o Futuro. Mas aqui a lógica não se aplica. É como se o futuro fosse uma condição do passado para o presente. Estranho, não?</p>
<p>Tenho certeza. Se o mundo acabasse amanhã, as pessoas iriam enlouquecer. E nem é uma questão de data. Mesmo que não seja amanhã, que seja em 10 anos, as pessoas não agiriam mais normalmente. Muitas nem fariam mais nada, sabendo que nada adianta se elas sabem que o fim vai chegar. Suas vidas estariam acabadas no momento que obtivessem a informação. É como se nem valesse a pena ver um filme porque tu sabe como ele acaba. E as pessoas têm esse tipo de reação com relação a filmes&#8230;hehehe.</p>
<p>Precisamos saber do futuro. Não é por nada que o ser humano tenta adivinhar o futuro desde que o homem se entende por homem. Métodos toscos de pura adivinhação e possivelmente charlatanismo até os mais sofisticados, a essência não muda. Temos fixação pelo futuro. Temos que nos programar. Antecipar nossos passos, saber o máximo possível do depois pra que a gente se precavenha agora. Fazemos isso sempre! É assim com a previsão do tempo para saber com que roupa devemos sair. Não consultamos cartomantes e toda a sorte de métodos ocultos e sem explicação de adivinhação para saber se vamos nos casar? Se vamos ser ricos? Se vamos ter filhos? E isso não fica só no plano pessoal, mas no ambiente profissional também. Toda empresa que se preze se vale de indicadores baseados em projeções sobre os negócios para tentar dar uma garantia visualizando o futuro para ter a certeza que está apostando certo hoje.</p>
<p>Não sei dizer se depender tanto do futuro é algo bom ou ruim. Talvez não haja nenhuma forma de saber alguma contraprova caso fóssemos diferentes, não tão subordinado à essa idéia. Prova que isto é uma característica humana é que cá estou eu tentando prever isso também. <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /></p>
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		<title>Absolvição - Experimentação - Redenção</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 08:31:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

		<category><![CDATA[imperfeiçao]]></category>

		<category><![CDATA[tempo]]></category>

		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[I. Absolvição (Nascimento - Infância)
Nascemos imperfeitos
porque nascemos sem nenhum conhecimento prévio
Olhamos o mundo com os olhos de primeira vez
Tudo nos encanta, nos fascina
Carentes de atenção
Dependentes de carinho
Queremos aprender tudo, temos pressa
Não escolhemos quem queremos ser,
apenas seguimos a maré&#8230;
Espelhamos em quem está em nossa volta
Nossas referências
Incorporamos seus costumes, seus modos
Aprendemos com eles
Coisas boas e ruins
Noções de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>I. Absolvição (Nascimento - Infância)</p>
<p>Nascemos imperfeitos<br />
porque nascemos sem nenhum conhecimento prévio<br />
Olhamos o mundo com os olhos de primeira vez<br />
Tudo nos encanta, nos fascina<br />
Carentes de atenção<br />
Dependentes de carinho<br />
Queremos aprender tudo, temos pressa<br />
Não escolhemos quem queremos ser,<br />
apenas seguimos a maré&#8230;<br />
Espelhamos em quem está em nossa volta<br />
Nossas referências<br />
Incorporamos seus costumes, seus modos<br />
Aprendemos com eles<br />
Coisas boas e ruins<br />
Noções de certo e errado<br />
Aqui somos absolvidos porque apenas coletamos informações,<br />
vivendo o desconhecido<br />
E continuamos imperfeitos&#8230;</p>
<p>II. Experimentação (Adolescência - Vida Adulta)</p>
<p>Já não somos marinheiros de primeira viagem<br />
Escolhemos como agir<br />
Apesar de ainda inexperientes,<br />
batalhamos por algo que não sabemos ainda<br />
É tudo meio nebuloso,<br />
mas nos agarramos à teoria<br />
Vemos o mundo como ele realmente é<br />
Imperfeito&#8230;<br />
Deficiente&#8230;<br />
Mundo que venda os olhos, veda os ouvidos,<br />
mas que as vezes fala demais ao invés de ficar em silêncio<br />
E junto com ele acertamos e erramos<br />
Acertamos&#8230;<br />
Descobrimos o amor<br />
Consolidamos amizades<br />
Amparamos quem precisa,<br />
com palavras de conforto<br />
Constituímos família,<br />
nossos próprios filhos<br />
Erramos&#8230;<br />
Falamos coisas que não devíamos<br />
Magoamos quem não queríamos<br />
Apostamos em quem não devíamos<br />
Admitimos alguns enganos<br />
e encobrimos outros<br />
Mas aqui temos energias pra consertar o que é necessário<br />
Estamos no centro da balança da imperfeição<br />
e decidimos pra que lado ela vai pender<br />
Podemos fazer a diferença naquilo que escolhemos<br />
Corrigir aquilo que nos equivocamos<br />
E por tentativa e erro prosseguimos<br />
E seguimos imperfeitos&#8230;</p>
<p>III. Redenção (Velhice - Morte)</p>
<p>Vivemos com nossas escolhas,<br />
pois marcados com ferro e brasa<br />
está nossa trajetória<br />
Hora da avaliação&#8230;<br />
De que forma chegamos até aqui?<br />
Hora da lamentação&#8230;<br />
Por que eu não fiz diferente?<br />
Hora da serenidade&#8230;<br />
Eu assumo minhas escolhas, minha vida, vamos ver aonde ela me leva agora&#8230;<br />
Hora de ensinar&#8230;<br />
Usar a longa estrada para instruir aonde os mais jovens não devem pisar<br />
E talvez com isso amenizar nossos pecados<br />
Sentirmos felizes por fazer a felicidade dos outros<br />
E quando a hora chegar, termos a convicção<br />
de que morreremos imperfeitos&#8230;</p>
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