Publicado por: Daniel | Janeiro 22, 2009

Este Mundo Não Sabe Esperar…

Nesta moderna sociedade prolixa
de conspícuo exagero…
A palavra amor é banalizada
pois apesar de muito proclamada
ela é, de fato, pouco sentida…
E assim também são as relações…
Pessoas buscam relações instantâneas,
descompromissadas, como se houvesse alguma
vantagem nisso…
Como se compromisso fosse o antônimo de liberdade
De que vale lembrar de algo que nem houve tempo hábil para absorver?

Como zelar um relacionamento onde nada foi planejado, nada construído?
É que as pessoas não querem se relacionar,
apenas sentir algo bom mesmo que seja apenas por um instante
Mal elas sabem que se fosse algo cultivado, elas não precisariam mendigar
E nesta brisa passageira de bem-estar é que eu percebo que…
Este Mundo Não Sabe Esperar…

A demanda baseado na pressa é grande e,
ao mesmo tempo, confusa…
pois passado a curtição, o que se pode esperar a seguir?
As pessoas se despedem do rápido contato sem nem
ao menos conseguir nomear o que uma significa para a outra
e muito menos o que cobrar….
E como projetar um sentimento baseado
apenas no imediatismo de um beijo?
Conquista sem valor, sensações sem méritos…
Infelizmente, o troféu está na quantidade e não na qualidade das relações…

As pessoas pulam o antes, o durante e
vão direto para o depois
Relações frívolas, confundidas entre
o fim e o começo, pois não se sabe o que originou o que
É quando as ações vêm antes dos sentimentos que fica evidente que…
Este Mundo Não Sabe Esperar…

Neste contexto eu sou diferente…
E por causa disto sofro desta inequação
Sinto que corro na contramão pois…
eu escolho primeiro conhecer
para depois me apaixonar…


Respostas

  1. Protegido e escondido em meio a uma indumentária medieval, ele carrega nas mãos a espada de Arthur… Assim, parece fazer essência de palavras e valores para cuidar do coração, a fim de mantê-lo a certa distância do desconhecido. Talvez o amor seja um velho conhecido que teima em caminhar de mãos dadas com sentimentos não exatos, com palavras, medos, excessos e silêncios que poucos têm a sensibilidade de perceber, ouvir ou calar. E por que não me calo? Experiências me dizem que a vida, mesmo na contramão, não espera! O amor, no meu mundo, está na simplicidade. Ele é simples e não pede licença, definições e ocasiões mágicas pra acontecer, não faz exigências e não consulta os tantos critérios criados para identificar a “pessoa certa”, não manda cartão postal avisando que irá chegar, não quer saber se é cedo ou tarde, pois ele é teimoso, atemporal e nasce no coração daqueles que se permitem sentir. Não é banal, mas também não é complexo. E ao ler seu texto, inevitavelmente, lembrei do que Saint-Exupèry escreveu (em 1943): “a gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm tempo de conhecer coisa alguma, compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!”.

    • Oi Carol! Na minha modesta opinião, é muito melhor aquele amor, aquele sentimento cultivado, através do tempo, conhecendo a pessoa direitinho do que aquelas paixões instantâneas, que muitas vezes nem embasamento há direito. Claro, isso supondo que a pessoa se apaixone por alguém, porque hoje em dia, nem isto é mais necessário para as pessoas terem momentos que deveriam ser intimos, mas que são divididos de maneiras frívolas por aí. Eu realmente me sinto na contramão porque eu prefiro conhecer direito a pessoa e me descobrir “fisgado” por ela em cada detalhe para depois me apaixonar…

      Obrigado pelo teu comentário e continue acompanhando o blog!

      Beijo!


Deixe uma resposta

Sua resposta:

Categorias